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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
PREFEITOS DA RMBS DISCUTEM NO CONDESB A INCOMPETÊNCIA (INDIVIDUAL E COLETIVA) DELES PARA MELHORAR O TRANSPORTE PÚBLICO NOS NOVE MUNICÍPIOS
Transporte Público de Passageiros é tema de discussão do Condesb
Na pauta da reunião, ficou decidida a necessidade de se estabelecer critérios metropolitanos para melhorar a qualidade do transporte coletivo da Região Metropolitana
Da Reportagem
As políticas públicas do transporte de passageiros nos nove municípios que compõem a Região Metropolitana da Baixada Santista foram o tema da reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira (30), na sede da Agência Metropolitana da Baixada Santista, com o objetivo de estabelecer conduta regionalizada, com caráter metropolitano, definindo parâmetros e estratégias para a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos aos usuários.
Estiveram presentes na reunião a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito; o prefeito de Bertioga, Mauro Orlandini; o presidente da CET- Santos, Antonio Carlos Silva Gonçalves (representando o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa), o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Santos e Região, Valdir Pestana; o diretor da Translitoral, José Roberto Sobral; o diretor executivo da Agem, Marcelo Bueno, além dos dirigentes municipais do setor na Região.
Na pauta da reunião, ficou decidida a necessidade de se estabelecer critérios metropolitanos para melhorar a qualidade do transporte coletivo da Região Metropolitana. Assuntos como contratos, tarifas, desonerações, subsídios, salários, investimentos, dificuldades encontradas pelas empresas, e também pelos prefeitos e dirigentes municipais, estiveram em discussão.
Marcelo Bueno, diretor executivo da Agem, ressaltou que esse é verdadeiramente o papel da Agem, quando promove a interlocução entre os municípios, o Estado e os mais diversos segmentos da sociedade. “O nosso papel é de interlocução e de luta pela preservação dos direitos e garantias de todos, previstos na Constituição”.
A coordenadora da Câmara Temática de Trânsito e Transporte de Passageiros e secretária de Transportes de Praia Grande, Raquel Chini, reforçou a importância de os municípios contribuírem com o preenchimento das planilhas elaboradas para que se tenha um raio-x do serviço oferecido em toda a Região Metropolitana. “Cada município tem as suas especificidades, mas precisamos entender quais são e aprofundar este estudo. Precisamos buscar uma identidade regional, com critérios mínimos para as novas licitações”.
Reunião extraordinária foi realizada nesta quinta-feira (30) (Foto: Richard Durante Jr.)
Maria Antonieta, prefeita de Guarujá, garante que o mais importante na discussão das políticas públicas de transporte coletivo será “a uniformidade de procedimentos para o avanço na qualidade do transporte coletivo da região. Não de alguns municípios ou de valores”.
O prefeito de Bertioga, Mauro Orlandini, defende que deve se encontrar uma “solução global” para as necessidades do transporte na RMBS e que se “conquiste maior conforto aos passageiros”.
PAC
Os prefeitos de Guarujá e de Bertioga, entendem que o melhor caminho é centralizar as discussões no Grupo de Planejamento Regional, por meio do campo funcional Mobilidade, criado a partir da reorganização das Câmaras Temáticas do Condesb, proposta pelo plano estratégico da Agem. Os prefeitos também relembraram o papel estratégico da Agem e do Condesb na articulação e suporte técnico na busca de recursos junto ao governo Federal por meio do PAC 2, no ano passado. No centro das informações e deste importante processo, a Agem, na ocasião, reuniu os nove prefeitos e suas assessorias técnicas para discussão, alinhamento e definição de obras de Mobilidade, consideradas prioritárias para a RMBS.
Planilha
Cada município precisará preencher uma planilha contendo o perfil do transporte coletivo e informações como: número de passageiros; frota; gratuidade; receitas; tarifas; subsídios; integração, abrigos, entre outros. O material será apresentado e discutido em nova reunião da câmara temática, a ser marcada nas próximas semanas.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
VAMOS ECONOMIZAR ÁGUA BAIXADA!
São Paulo pode ficar sem água a partir de novembro caso não chova nos próximos dias, admite Sabesp
Por causa da falta de chuvas desde o início do ano, a capital e vários municípios do interior do estado, que tem 40 milhões de habitantes, enfrentam o mais grave problema de abastecimento de água
15 de Outubro de 2014
ELAINE PATRICIA CRUZ
A
presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
(Sabesp), Dilma Pena, admitiu nesta quarta-feira (15) que São Paulo
passa “por uma grave crise” e que, se não chover nos próximos dias, a
primeira cota de volume morto do Sistema Cantareira pode acabar em
meados de novembro, levando à falta d'água na capital. A reserva técnica
ou volume morto é o volume que está abaixo do nível mínimo da estrutura
de captação de água nas represas.
“Temos disponibilidade suficiente para atender à população nesse regime de chuvas até meados de novembro”, disse Dilma em depoimento na comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga o contrato entre a Sabesp e a prefeitura de São Paulo e a falta d'água em alguns bairros da capital.
“Temos disponibilidade suficiente para atender à população nesse regime de chuvas até meados de novembro”, disse Dilma em depoimento na comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga o contrato entre a Sabesp e a prefeitura de São Paulo e a falta d'água em alguns bairros da capital.
Por causa da falta de chuvas desde o início do ano, a capital e vários municípios do interior do estado enfrentam grave problema de abastecimento de água. O Sistema Cantareira, um dos mais afetados pela estiagem, responde pelo abastecimento de água para 9 milhões de pessoas na capital e na região metropolitana de São Paulo. Hoje, por exemplo, o sistema opera com 4,3% de sua capacidade, diz a Sabesp.
Para
contornar o problema, a companhia ainda espera autorização judicial
para usar a segunda cota do volume morto do sistema. Desde o dia 15 de
maio, a Sabesp tem captado água da primeira cota.
Em
seu segundo depoimento na CPI, Dilma lembrou que a Sabesp está
construindo uma obra que poderá aumentar o nível do sistema em até 12%.
“Temos uma obra já licenciada, em fase de finalização, para
disponibilizar 106 milhões de metros cúbicos para o Cantareira. A
população da cidade de São Paulo e da região metropolitana, inclusive de
Campinas [interior do estado], poderá contar com essa água.”
Também
presente à audiência, o promotor José Eduardo Ismael Lutti criticou as
ações adotadas pela companhia para evitar a crise no abastecimento de
água da capital. “O que fica claro, depois de ouvir declarações de
funcionários da Sabesp, é que a companhia não planeja o bastante para
garantir a segurança hídrica em qualquer tipo de cenário, a não ser
acreditando que as chuvas virão normalmente." Segundo Lutti, a esperança
da companhia é a adesão das pessoas ao bônus por ela oferecido aos
clientes que economizarem água. "Não há um planejamento do recurso
hídrico com segurança”, disse ele.
Nesta
quarta-feira, Dilma Pena voltou a descartar que haja racionamento em
São Paulo, apesar de moradores de diversos bairros reclamarem da falta
de água. Na semana passada, ela disse que a companhia tem diminuído a
pressão do bombeamento de água à noite, o que estaria afetando o
abastecimento em residências instaladas em locais altos ou sem caixa
d'água.
fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/Sabesp-dagua-Paulo-chover-proximos_0_1230476978.html
terça-feira, 21 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
DENÚNCIA DE MORADORES DO MACUCO EM SANTOS-SP
Dersa alerta que casas no Macuco não estão sendo demarcadas
A Dersa também informou, através de nota encaminhada à Reportagem do DL que as atividades relativas à desapropriação só serão iniciadas após a publicação do Decreto de Utilidade Pública
por Luana Fernandes
Esta semana, moradores do Macuco comunicaram a Dersa, responsável pela obra do Submerso – Túnel Santos/Guarujá que pessoas se apresentando como funcionários da Companhia estariam demarcando residências e informando aos moradores que eles seriam desapropriados. No entanto, o gerente da Divisão de Gestão Social da Dersa Luciano Dias afirmou que este procedimento não existe. “Precisamos alertar que não existe funcionário da Dersa fazendo demarcação no bairro”, garantiu.
Segundo ele, a Dersa ainda não iniciou nenhum trabalho relativo à desapropriação de imóveis. “É importante que as pessoas chequem nomes, documentos e crachá. Procure saber o que estão querendo fazer e quem são”, explica Dias, completando ainda que os funcionários da Dersa e de suas prestadoras de serviço podem ser reconhecidos através do crachá de porte obrigatório.
Moradores devem pedir identidade e crachá (Foto: Matheus Tagé/DL)
A Dersa também informou, através de nota encaminhada à Reportagem do DL que as atividades relativas à desapropriação só serão iniciadas após a publicação do Decreto de Utilidade Pública do empreendimento, o qual deverá ocorrer em até 60 dias. “Só após este decreto é que poderemos fazer qualquer coisa a respeito de demarcação e desapropriação”.
A companhia informa que os trabalhos contemplam a apresentação do cronograma de intervenções, visita, cadastro, avaliação e pagamento. “Todas essas atividades serão previamente comunicadas aos moradores e os atendimentos serão realizados individualmente para que se possa tratar cada caso com clareza e precisão”.
A MAIOR ABSTENÇÃO DOS ÚLTIMOS ANOS NESTAS ELEIÇÕES DE 2014
Segunda-feira, 06 de Outubro de 2014 - 01h06
Abstenção
Na Baixada Santista, mais de 270 mil eleitores não vão às urnas
De A Tribuna On-line
Mongaguá registrou maior número de abstenção
Mais de 270 mil eleitores não compareceram aos locais de votação na Baixada Santista, no primeiro turno das eleições, realizado neste domingo (5). As informações são do Tribunal Superior Eleitoral.
Na região, proporcionalmente, Mongaguá foi o município com maior número de abstenção: 29,33%. Na Cidade, dos 41.055 eleitores aptos a votar, 12.041 não compareceram ao pleito.
Na sequência estão Peruíbe, que teve abstenção de 28,88% (15.400 eleitores) e Itanhaém, com 27,83% (71.357).
Já em Bertioga, o índice de abstenção registrado pelo TSE foi de 24,89%. Na Cidade, conforme a Justiça Eleitoral, 9.660 eleitores não compareceram aos locais de votação. Em Praia Grande, dos 191.974 aptos a votar, 23,09% (44.327) não participaram do pleito.
Santos, que conta com 334.946 eleitores, registrou abstenção de 19,87%. Na sequência está São Vicente, onde 50.178 eleitores (19,71%) não exerceram seu poder de cidadania.
Ainda conforme a Justiça Eleitoral, dos 38.817 eleitores de Cubatão, 19,54% (18.596) não foram às urnas. Já em Guarujá, onde 221.708 estão aptos a votar, 18,67% (41.392) não participaram do pleito.
Na região, proporcionalmente, Mongaguá foi o município com maior número de abstenção: 29,33%. Na Cidade, dos 41.055 eleitores aptos a votar, 12.041 não compareceram ao pleito.
Na sequência estão Peruíbe, que teve abstenção de 28,88% (15.400 eleitores) e Itanhaém, com 27,83% (71.357).
Já em Bertioga, o índice de abstenção registrado pelo TSE foi de 24,89%. Na Cidade, conforme a Justiça Eleitoral, 9.660 eleitores não compareceram aos locais de votação. Em Praia Grande, dos 191.974 aptos a votar, 23,09% (44.327) não participaram do pleito.
Santos, que conta com 334.946 eleitores, registrou abstenção de 19,87%. Na sequência está São Vicente, onde 50.178 eleitores (19,71%) não exerceram seu poder de cidadania.
Ainda conforme a Justiça Eleitoral, dos 38.817 eleitores de Cubatão, 19,54% (18.596) não foram às urnas. Já em Guarujá, onde 221.708 estão aptos a votar, 18,67% (41.392) não participaram do pleito.
fonte: http://www.atribuna.com.br/elei%C3%A7%C3%B5es-2014/na-baixada-santista-mais-de-270-mil-eleitores-n%C3%A3o-v%C3%A3o-%C3%A0s-urnas-1.407868
domingo, 5 de outubro de 2014
PELO VOTO FACULTATIVO
PETIÇÃO PÚBLICA PELO VOTO FACULTATIVO:
PETIÇÃO PÚBLICA PELO VOTO FACULTATIVO:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N27720

10 MOTIVOS PARA ASSINAR A PETIÇÃO:
1) Segundo a CIA, dos 232 países no planeta, apenas 24 países adotam o VOTO OBRIGATÓRIO (sendo 13 na América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, etc.). Observação: Alguns desses países, como Honduras e México, inclui o voto obrigatório na Constituição, mas não pune quem se abstêm de votar.
2) Praticamente todos países desenvolvidos do planeta adotam o VOTO LIVRE (todos do G8: EUA, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia).
3) A maioria, aproximadamente 68% dos brasileiros, é a favor do VOTO LIVRE: Lula, José Serra, Geraldo Alckmin, Sergio Cabral, Rita Camata, Marina Silva, Delfim Netto (políticos), MV Bill, Leo Jaime, Wanessa Camargo, Lobão, Manuel Bandeira, Marco Nanini (artistas), Marco Aurélio Mello (judiciário), dentre outros.
4) Catalogamos 26 "Leis do Voto Livre" (que extinguem o voto obrigatório e instituem o voto livre), sendo 13 em tramitação no congresso do Brasil.
5) Catalogamos OPINIÕES dos 594 CONGRESSISTAS do Brasil. Em 2006, o placar é: 39 x 28:A favor do VOTO LIVRE: ............ 39 (30 Deputados Federais + 9 Senadores)A favor do VOTO OBRIGATÓRIO: 28 (15 Deputados Federais + 13 Senadores)Sem opinião: 527 congressistas omissos (quem se cala consente o voto obrigatório).
6) O Brasil é prova da ineficiência do voto obrigatório. O Brasil adota o voto obrigatório desde 1932 (há 75 anos), e embora seja um gigante ambiental (riquíssimo em recursos naturais, 5° maior país do planeta), possuí problemas gravíssimos, como violência, pobreza, desinformação (38% da população é analfabeta funcional), ocupações desordenadas (favelização), omissão dos Três Poderes, má distribuição de renda, alta carga tributária (a mais injusta do planeta), políticas demagógicas e populistas, compra de votos, corrupção, destruição da natureza, dividas gigantescas, etc.
7) Voto é um direito, não obrigação. Voto deve ser incentivado pelo Estado, não obrigado. Nada justifica o voto obrigatório.
8) Abstenção faz parte da democracia, e existe em todos países. Abstenção significa “ser sóbrio”. Nada justifica o Estado punir o cidadão por “ser sóbrio”.
9) Frases: “Voto obrigatório é um retrocesso democrático que só interessa aos mercadores da consciência, aos que aviltam a liberdade, valor maior do ser humano”. (Francisco Vieira, ex-presidente do TRE-SC).
10) CONCLUSÃO: A primeira reforma a ser feita no Brasil é a instituição do voto livre. Portanto, não seja mais conivente com o voto obrigatório. Faça parte do Movimento Voto Livre, realizando duas tarefas simples e eficientes:
Solicite aos Congressistas que aprovem as "Leis do Voto Livre", que extinguem o voto obrigatório e instituem o voto livre, no Brasil e no mundo.
Vote em candidatos a Congressistas que são a favor do voto livre. Caso contrário, continuarão sendo eleitos maus Congressistas que perpetuam o voto obrigatório em benefício próprio, em detrimento de toda nação.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N27720

10 MOTIVOS PARA ASSINAR A PETIÇÃO:
1) Segundo a CIA, dos 232 países no planeta, apenas 24 países adotam o VOTO OBRIGATÓRIO (sendo 13 na América Latina: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, etc.). Observação: Alguns desses países, como Honduras e México, inclui o voto obrigatório na Constituição, mas não pune quem se abstêm de votar.
2) Praticamente todos países desenvolvidos do planeta adotam o VOTO LIVRE (todos do G8: EUA, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia).
3) A maioria, aproximadamente 68% dos brasileiros, é a favor do VOTO LIVRE: Lula, José Serra, Geraldo Alckmin, Sergio Cabral, Rita Camata, Marina Silva, Delfim Netto (políticos), MV Bill, Leo Jaime, Wanessa Camargo, Lobão, Manuel Bandeira, Marco Nanini (artistas), Marco Aurélio Mello (judiciário), dentre outros.
4) Catalogamos 26 "Leis do Voto Livre" (que extinguem o voto obrigatório e instituem o voto livre), sendo 13 em tramitação no congresso do Brasil.
5) Catalogamos OPINIÕES dos 594 CONGRESSISTAS do Brasil. Em 2006, o placar é: 39 x 28:A favor do VOTO LIVRE: ............ 39 (30 Deputados Federais + 9 Senadores)A favor do VOTO OBRIGATÓRIO: 28 (15 Deputados Federais + 13 Senadores)Sem opinião: 527 congressistas omissos (quem se cala consente o voto obrigatório).
6) O Brasil é prova da ineficiência do voto obrigatório. O Brasil adota o voto obrigatório desde 1932 (há 75 anos), e embora seja um gigante ambiental (riquíssimo em recursos naturais, 5° maior país do planeta), possuí problemas gravíssimos, como violência, pobreza, desinformação (38% da população é analfabeta funcional), ocupações desordenadas (favelização), omissão dos Três Poderes, má distribuição de renda, alta carga tributária (a mais injusta do planeta), políticas demagógicas e populistas, compra de votos, corrupção, destruição da natureza, dividas gigantescas, etc.
7) Voto é um direito, não obrigação. Voto deve ser incentivado pelo Estado, não obrigado. Nada justifica o voto obrigatório.
8) Abstenção faz parte da democracia, e existe em todos países. Abstenção significa “ser sóbrio”. Nada justifica o Estado punir o cidadão por “ser sóbrio”.
9) Frases: “Voto obrigatório é um retrocesso democrático que só interessa aos mercadores da consciência, aos que aviltam a liberdade, valor maior do ser humano”. (Francisco Vieira, ex-presidente do TRE-SC).
10) CONCLUSÃO: A primeira reforma a ser feita no Brasil é a instituição do voto livre. Portanto, não seja mais conivente com o voto obrigatório. Faça parte do Movimento Voto Livre, realizando duas tarefas simples e eficientes:
Solicite aos Congressistas que aprovem as "Leis do Voto Livre", que extinguem o voto obrigatório e instituem o voto livre, no Brasil e no mundo.
Vote em candidatos a Congressistas que são a favor do voto livre. Caso contrário, continuarão sendo eleitos maus Congressistas que perpetuam o voto obrigatório em benefício próprio, em detrimento de toda nação.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014
GREVE É ILEGAL, DE ACORDO COM PREFEITA DE GUARUJÁ-SP
29/09/2014 13h12 - Atualizado em 29/09/2014 13h14
Antonieta diz que greve é ilegal e minimiza atraso de ticket refeição
Maria Antonieta de Brito (PMDB) fez um pronunciamento nesta segunda.
Prefeita decidiu falar após surgimento de greve geral dos ônibus na cidade.
Do G1 Santos
A Prefeita de Guarujá, no litoral de São Paulo, fez um pronunciamento, na manhã desta segunda-feira (29), para falar sobre a greve promovida pelos funcionários da empresa Translitoral, responsável pela circulação dos ônibus na cidade. Maria Antonieta de Brito (PMDB) afirmou que foi pega de surpresa pela greve e que a situação é ilegal
Em pronunciamento, a prefeita diz que foi avisada da greve por um assessor, que mora nas proximidades da sede da Translitoral. “Fui pega de surpresa, na madrugada desta segunda-feira. Fui avisada por um assessor que mora ali perto. A greve é ilegal, não teve comunicação prévia de 72 horas como é previsto”, comenta.
Sobre o pagamento do ticket alimentação, Antonieta minimizou o atraso e confirmou que o pagamento já estava agendado. “Não houve o pagamento desde quinta-feira, mas já estava agendado para amanhã. A prefeitura vai notificar a empresa e o sindicato sobre a atitude irresponsável dos funcionários”, explica.
Uma reunião entre a prefeitura e a empresa responsável pelo transporte público de Guarujá foi agendada para o início da tarde para tentar resolver a situação.
100% parado
Os funcionários e demais empregados da empresa Translitoral entraram em greve nesta segunda-feira. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região (SINDROD), o motivo da greve é a falta do pagamento do vale-refeição de setembro. A greve afeta 100% dos ônibus da cidade.
O sindicato afirma que os ônibus deveriam começar a circular a partir das 4h30, mas os funcionários paralisaram o serviço espontaneamente. O pagamento do benefício deveria ser pago na sexta-feira (26). Os trabalhadores permanecerão em greve até que a Translitoral deposite o valor, que é de R$ 390, ou que a empresa consiga uma liminar na Justiça, obrigando os funcionários a circular a frota, mesmo que parcialmente.
Uma das afetadas pela paralisação foi a jovem Milena Baptista, que precisou pegar uma carona já que não havia ônibus na cidade nas primeiras horas da manhã. "A greve pegou a gente de surpresa. Foi do nada. Tive que mudar a minha rotina e os meus horários. Meu pai teve que me dar uma carona de moto até o meu trabalho hoje pela manhã", conta.
A Translitoral, empresa do grupo Sobral, transporta cerca de 75 mil passageiros por dia, em 177 ônibus e micro-ônibus, distribuídos em 30 linhas urbanas que circulam por todas as áreas da cidade com tarifa de R$ 2,80. A empresa afirmou que foi pega de surpresa e está adotando as medidas jurídicas cabíveis para o retorno do serviço. Segundo a empresa, o valor referente ao ticket refeição será creditado à 0h desta terça (30).
fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/09/antonieta-diz-que-greve-e-ilegal-e-minimiza-atraso-de-ticket-refeicao.html
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
CONHEÇA OS PRINCIPAIS DOADORES DE DINHEIRO PARA CAMPANHA DE CANDIDATOS DA NOSSA REGIÃO
Armênio é o maior doador da Baixada Santista
Pesquisa mostra as principais doações feitas aos candidatos da Região
por Luigi Di Vaio
O empresário santista Armênio Mendes é o principal financiador de campanhas dos candidatos da Baixada Santista nestas eleições. Uma pesquisa feita pelo Diário do Litoral com dez postulantes da região aponta que sua empresa, a Miramar Empreendimentos Imobiliários Ltda, doou R$ 350 mil para três candidatos.
O deputado federal Beto Mansur (PRB), candidato à reeleição, recebeu duas transferências eletrônicas da empresa de Armênio, cada uma de R$ 125 mil, totalizando R$ 250 mil.
O presidente da Câmara de Santos, Sadao Nakai (PSDB), que tenta se eleger deputado estadual, recebeu R$ 50 mil de Armênio Mendes, mesmo valor doado para o presidente da Câmara de Guarujá, Marcelo Squassoni (PRB), candidato a deputado federal.
Maioria dos candidatos da Baixada tenta uma vaga na Assembleia (Foto: Divulgação)
A Guarani S.A. é a segunda empresa com maior doação para os concorrentes da Baixada, financiando R$ 300 mil. R$ 250 mil foram destinados para o deputado estadual Bruno Covas (PSDB), que tenta uma vaga na Câmara Federal. A empresa também colaborou com R$ 50 mil para Caio França (PSB), candidato a estadual.
O levantamento aponta a predileção de dois partidos – PSB e PCdoB – em dois candidatos regionais.
Caio França, filho do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), tem sua campanha praticamente financiada pelo PSB. Dos 276.908,97 arrecadados pelo concorrente, R$ 221.938,97 vieram do PSB, através de 36 doações.
Quem também não pode reclamar da ajuda do partido é o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB). Ele arrecadou R$ 250.067,02 para a campanha, sendo que R$ 221.250,00 vieram de sua legenda em 30 doações.
Principais doadores
Candidatos a estaduais
Júnior Bozzella (PSDB)
CFJ Serviços de Manutenção e Montagem - 130.000,00
CZW Assessoria Comercial Ltda - 75.808,90
Arrecadação total - 397.097,35
CFJ Serviços de Manutenção e Montagem - 130.000,00
CZW Assessoria Comercial Ltda - 75.808,90
Arrecadação total - 397.097,35
Caio França (PSB)
PSB - 221.938,97
Guarani S.A - 50.000,00
Arrecadação total - 276.908,97
PSB - 221.938,97
Guarani S.A - 50.000,00
Arrecadação total - 276.908,97
Cassio Navarro (PMDB)
Miyazi Construtora e Incorporadora Ltda - 75.000,00
Arrecadação total - 187.116,10
Miyazi Construtora e Incorporadora Ltda - 75.000,00
Arrecadação total - 187.116,10
Sadao Nakai (PSDB)
Miramar Empreendimentos Imobiliários - 50.000,00
Itaú-Unibanco S/A - 50.000,00
Miramar Empreendimentos Imobiliários - 50.000,00
Itaú-Unibanco S/A - 50.000,00
Arrecadação total - 181.295,47
Candidatos a federal
Bruno Covas (PSDB)
Guarani S.A.- 250.000,00
Gabriel Gananian - 200.000,00
Maurício Loddi Gonçalves - 115.000,00
União Química Farmacêutica Nacional S.A. - 100.000,00
Companhia Brasileira de Alumínio - 80.000,00
Arrecadação total - 916.190,00
Guarani S.A.- 250.000,00
Gabriel Gananian - 200.000,00
Maurício Loddi Gonçalves - 115.000,00
União Química Farmacêutica Nacional S.A. - 100.000,00
Companhia Brasileira de Alumínio - 80.000,00
Arrecadação total - 916.190,00
João Paulo Tavares Papa (PSDB)
MD Papéis Ltda - 200.000,00
Construtora Elevação - 100.000,00
Coimbra Engenharia e Soluções Ltda - 80.000,00
Laurence Pih -50.000,00
Constran S/A Construção e Comércio - 50.000,00
Panificadora Rainha da Barra Ltda - 50.000,00
Arrecadação total - 689.103,80
MD Papéis Ltda - 200.000,00
Construtora Elevação - 100.000,00
Coimbra Engenharia e Soluções Ltda - 80.000,00
Laurence Pih -50.000,00
Constran S/A Construção e Comércio - 50.000,00
Panificadora Rainha da Barra Ltda - 50.000,00
Arrecadação total - 689.103,80
Beto Mansur (PRB)
Miramar Empreendimentos Imobiliários Ltda - 250.000,00
Virgílio Gonçalves Pina Filho - 50.000,00
Arrecadação total - 311.500,00
Miramar Empreendimentos Imobiliários Ltda - 250.000,00
Virgílio Gonçalves Pina Filho - 50.000,00
Arrecadação total - 311.500,00
Protógenes Queiroz (PCdoB)
30 doações do PCdoB* - 221.250,00
*uma delas da UTC Engenharia S/A - 70.000,00
Arrecadação total - 250.067,02
30 doações do PCdoB* - 221.250,00
*uma delas da UTC Engenharia S/A - 70.000,00
Arrecadação total - 250.067,02
Maria Lúcia Prandi (PT)
PT* - 95.000,00
*doador original Construtora Queiroz Galvão S/A
Arrecadação total - 201.161,25
PT* - 95.000,00
*doador original Construtora Queiroz Galvão S/A
Arrecadação total - 201.161,25
Marcelo Squassoni (PRB)
Miramar Empreendimentos Imobiliários Ltda - 50.000,00
Miguel Ricardo Gatti Calmon Nogueira da Gama - 50.000,00
Arrecadação total - 147.792,00
Miramar Empreendimentos Imobiliários Ltda - 50.000,00
Miguel Ricardo Gatti Calmon Nogueira da Gama - 50.000,00
Arrecadação total - 147.792,00
fonte: http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/42304-quem-financia-quem-na-baixada-santista
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
DRAGAGEM COMPROMETE, NEGATIVAMENTE, O MEIO AMBIENTE DA NOSSA REGIÃO
Papo de Domingo: ‘Existe um impacto sim feito pela dragagem’
A bióloga Ana Luíza Fávaro Piedade diz que a dragagem no Porto de Santos, embora seja necessária, afeta o meio ambiente e que o monitoramento de efluentes deve ser constante
por Bárbara Farias
A dragagem do canal de navegação do Porto de Santos é fundamental para a entrada e saída de navios, principalmente os de maior porte, com calado mais fundo. O maior porto da América Latina concentra diversas indústrias e terminais de produtos diversos que despejam efluentes no estuário que contém substâncias químicas que podem ser tóxicas. Portanto, a retirada dos sedimentos por meio da dragagem de manutenção e de aprofundamento causam impacto ao meio ambiente? A bióloga e diretora técnica da Acqua Consulting, Ana Luíza Fávaro Piedade, afirma que sim.
Na última quinta-feira, Ana Luíza, por meio de sua empresa, promoveu o 1º Encontro Regional Sobre Controle da Poluição Industrial para representantes de empresas de ramos diversos que atuam no Porto de Santos, com o objetivo de esclarecer sobre as normas 454 e 430 do Conama e conscientizá-los sobre a importância das medições de seus efluentes por análises químicas e de toxicidade.
Leia a entrevista da bióloga para o ‘Papo de Domingo’:
Diário do Litoral – Como os poluentes se acumulam nos sedimentos, no canal do estuário?
Ana Luíza - Quando falamos de atividade portuária, nós temos ali vários lançamentos de efluentes. A gente tem, por exemplo, uma indústria de fertilizantes. Por mais que o efluente dela seja tratado, a empresa estará lançando um efluente rico em nutrientes. Se tem uma indústria de sucos, bebidas, tem lançamentos de carga orgânica. E o próprio esgoto sanitário das empresas do porto, que gera muitos efluentes sanitários, banheiros, lavagem de pias, restaurantes. Isso tudo também é lançado no mar. Esses contaminantes que são lançados e ficam na coluna d’água, com o tempo se juntam à carga orgânica e sedimenta. Então esse sedimento nada mais é do que um depósito de contaminantes. E ele fica ali estocando aquele material durante anos e anos.
ANA LUÍZA - “A nossa legislação é mais rígida, mas infelizmente com uma fiscalização muito pobre" (Foto: Luiz Torres/DL)
DL – Os contaminantes que se acumulam nos sedimentos continuam oferecendo risco com o passar dos anos?
Ana Luíza – Se você quiser saber como era a contaminação há 100 anos no Porto de Santos, há 10 anos, a gente consegue fazer um perfil do solo, do sedimento, e avaliar. Quando a draga tira o material, vários contaminantes voltam para a coluna d’água. Então, você tem o impacto tanto daqueles organismos que vivem no fundo, os bentônicos - caranguejos, moluscos, aplísias, que se alimentam desse sedimento -, quanto os que vivem na coluna d’água como peixes e microalgas.
DL – Então, a dragagem de aprofundamento do canal do estuário pode trazer à superfície ainda mais poluentes do que a dragagem de manutenção?
Ana Luíza – Quanto mais sedimento na superfície, mais contaminante você tem. Então, quanto mais profunda a dragagem, mais impactante. Quando você remove esse sedimento, onde você vai por? É para isso que serve a análise. Para saber se você pode jogar isso num bota-fora que seria uma área mais distante, ou se tem que tratar.
DL – Como são feitas as análises das amostras dos sedimentos?
Ana Luíza - As análises atendem normas do Conama 454, que foi revisado em 2012. Lá tem um artigo com uma tabela de parâmetros químicos que têm que ser monitorados. Tem nível 1 e nível 2 (tipos de análises). O nível 1 é onde a gente começa a ter potencial de ter efeito na biota aquática (ecossistema), e o 2 é certeza que você vai ter um impacto na biota. Se um ou mais parâmetros ultrapassar o nível 1 daquela legislação (Conama), então já é bem perigoso. Constatados níveis acima dos parâmetros permitidos, a legislação obriga a realizar o teste de toxicidade (nível 2).
DL – Qual a diferença entre as análises de nível 1 e de nível 2?
Ana Luíza – A análise química nível 1 é para você quantificar quanto tem de cada composto. A análise de toxicidade é a de nível 2, que dá uma resposta muito melhor. Por que? Eu vou pegar o sedimento de diferentes áreas de onde está sendo dragado e expor esse sedimento a organismos vivos, que são os bentônicos (vivem e se alimentam dos sedimentos). E que são organismos que a gente cultiva aqui no laboratório.
DL – Você disse que o teste de nível 2 deveria ser feito antes do nível 1. Por que?
Ana Luíza - Hoje no Brasil, primeiro é feita a análise química (nível 1): ferro, manganês, chumbo, níquel, compostos orgânicos, amônia. Se algum deles ultrapassou o limite, aí sim eu faço o ensaio para saber se está tendo impacto sobre a biota (contaminação do ecossistema). Mas, eu penso que se ao invés de fazer um monte de análises eu fizer uma só e constatar que não impactou o organismo, não tem com o que se preocupar. Agora, se impactou, vamos investigar quem é (fazendo a análise de nível 1). Na lista do Conama tem 30 compostos que são monitorados. É pouco. Não garante que tem algum outro composto ali que é um contaminante que você não vai descobrir. Por exemplo, é um composto organo clorado (contém cloro, substância cancerígena). De onde vem esse organo clorado? De qual indústria? Então, você direciona de onde está vindo o contaminante e facilita o trabalho do órgão ambiental. Vamos atacar essa empresa e fazer ela tratar o efluente.
DL – A Acqua Consulting monitora o material dragado do Porto de Santos?
Ana Luíza - A Acqua não monitora todas as dragagens que são feitas, mas através de nossos poucos clientes, a gente sabe que a qualidade do sedimento varia muito. Tem época que a gente tem valores (de contaminação) acima do nível 1, em outros momentos, está bem controlado. Depende de uma série de fatores. Se estiver chovendo muito, por exemplo, vai arrastar mais material.
DL – Os resultados das amostras monitoradas são enviadas para quais órgãos ambientais?
Ana Luíza - A maioria dos monitoramentos são enviados para a Cetesb. É uma pena que não tenha um número suficiente de fiscais, embora a Cetesb tenha equipes preparadas. E, alguns monitoramentos vão para o Ibama.
DL – A dragagem afeta a balneabilidade das praias da região?
Ana Luíza - De vez em quando você vê um pouco mais de espumas escuras (no mar). Quando levanta aquele material (sedimentos) ele acaba vindo para costa.
DL – Os contaminantes oferecem risco aos banhistas e trabalhadores portuários?
Ana Luíza – Não. Os contaminantes da dragagem afetam mais visualmente e não diretamente os organismos de banhistas e trabalhadores. Por exemplo, o mar fica mais turvo.
DL – Como você avalia a freqüência dos monitoramentos feitos no Brasil?
Ana Luíza - O Brasil avançou muito nos últimos 20 anos com relação à legislação ambiental, mas o que a gente tem feito aqui de monitoramento é nada perto de países mais desenvolvidos com atividades industriais menores do que a nossa. Então, enquanto a população não tiver consciência do que está acontecendo e exigir que sejam feitos os monitoramentos, exigir que sejam mostrados os resultados, isso não vai mudar. A gente tem que ter consciência de que existe um impacto sim feito pela dragagem, um impacto pelo lançamento de efluentes nos nossos rios e mares, o quanto isso está impactando a nossa vida. A nossa legislação é mais rígida, mas infelizmente com uma fiscalização muito pobre. No Canadá, por exemplo, eles fazem a toxicidade primeiro. E é tudo online. O laboratório envia o resultado online para o órgão ambiental que tem uma semana para dar o aval. Se o resultado for ruim, já emite uma multa pro empreendimento, que tem um prazo para regularizar a situação. Se não conseguir reduzir os poluentes, a empresa é multada. A frequência de monitoramento é mensal. Se houver algum problema nos resultados da toxicidade, são feitas as análises químicas. É uma população mais consciente.
LABORAT ÓRIO - cultiva seres marinhos que são expostos às amostras de sedimentos nas análises (Foto: Luiz Torres/DL)
Aproximadamente 14 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados do Porto de Santos na operação de dragagem de aprofundamento, realizada entre o segundo semestre de 2009 e maio de 2012. O contrato previa o aumento da profundidade, que variava entre 12 e 14 metros, para 15, e o alargamento do canal de passagem dos navios de 150 para 220 metros.
Segundo informou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o material dragado não apresentou resultados de análises químicas que ultrapassem as concentrações permitidas na legislação ambiental.
Os sedimentos dragados são despejados em uma área denominada “polígono de disposição oceânica”, localizada a cerca de 12 quilômetros da costa.
Questionada, a Codesp informou que uma empresa especializada coletou amostras do material dragado para análise em atendimento à legislação ambiental. “Faz parte da licença ambiental, o monitoramento de todo o material dragado, inclusive nos polígonos de disposição oceânica. Essas amostras são enviadas para laboratórios de análise, credenciados, cujos resultados constam de relatórios encaminhados aos órgãos de controle ambiental e prefeituras da região”, explicou a empresa, por meio da assessoria.
Perguntada sobre como é feita a análise da amostra, a Codesp esclareceu que: É feita a caracterização da amostra (quantidade e especificação dos elementos encontrados), que é encaminhada para apreciação do Ibama, para que autorize ou não o descarte na área autorizada ou pede o confinamento do material. Não ocorreu, até o momento, negativas de autorização para o material dragado em Santos”.
A empresa informou que as empresas Van Oord Serviços de Operações Marítimas (trechos 2, 3 e 4) e DTA Engenharia (berços de atracação) realizam as operações de dragagem.
De acordo com a Codesp, “a manutenção da profundidade é ininterrupta, por causa do constante assoreamento do estuário, proveniente das quatro marés diárias e dos sedimentos que vêm através dos rios que deságuam no canal de navegação.
MATERIAL DRAGADO - é depositado em área de 4 km x 10 km denominada polígono de disposição oceânica, a 12 km da costa (Foto: Reprodução)
domingo, 10 de agosto de 2014
PARA UM PAÍS QUE "BATE RECORDS" NA EXPORTAÇÃO DE ALIMENTOS, INFLAÇÃO PARA O POVÃO?
IBGE: apesar do recuo, preços dos alimentos seguem altos
A taxa em 12 meses ficou em 7,69% em julho, acima da alta de 6,50% verificada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
Embora os preços dos alimentos tenham diminuído por dois meses consecutivos, a inflação acumulada pelo grupo Alimentação e Bebidas permanece alta. A taxa em 12 meses ficou em 7,69% em julho, acima da alta de 6,50% verificada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo período, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diferença é ainda maior quando considerada apenas a alimentação fora do domicílio, cuja aumento em 12 meses alcançou 10,18% em julho, contra um aumento de 6,40% da alimentação consumida dentro de casa.
"A desaceleração foi localizada e forte nesse grupamento (Alimentação e Bebidas), na alimentação que as pessoas comem em casa. Claro que as pessoas que vão ao supermercado não vão notar essa queda nos preços. Mas tem um peso muito importante no indicador. Os alimentos são responsáveis por um quarto do índice porque são muito importantes no bolso das pessoas. Mas os preços continuam altos", afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.
A inflação acumulada pelo grupo Alimentação e Bebidas permanece alta (Foto: Luiz Torres/DL)
Quanto à resistência na inflação da alimentação fora de casa, Eulina não sabe dizer se houve efeito do aumento na demanda durante a Copa do Mundo. "A diferença é grande (na inflação de alimentos consumidos dentro e fora de casa). Aí é importante observar não só os alimentos que estão na planilha de custos dos bares e restaurantes. Tem também aluguel, salário mínimo subindo acima da inflação, e tem a demanda, que vem subindo bastante forte", ressaltou a coordenadora do IBGE.
No caso dos alimentos vendidos em supermercados, ela explica que os preços vêm caindo por conta do sucesso da safra este ano no Brasil e em países importantes, como os Estados Unidos.